Zema diz que votar escala 6x1 em ano eleitoral é populismo e afirma que STF tem três 'frutas podres'
24/04/2026
(Foto: Reprodução) Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência d a República
Valdinei Malaguti/EPTV
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (NOVO) chamou a proposta de acabar com a escala de trabalho 6x1, com uma folga por semana, de "populismo". A declaração foi dada nesta sexta-feira (24), durante entrevista à Rádio Bandeirantes, em Goiânia, na qual ele também fez duras críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal, chamando três deles de 'frutas podres'.
O STF foi procurado pelo g1 e não respondeu às declarações de Zema até a última atualização desta reportagem.
Sobre o fim da escala, Zema criticou o momento em que a tramitação acontece. Atualmente, há quatro projetos sobre o tema no Congresso Nacional, um deles enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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"Uma medida dessa não deveria nunca ser analisada, proposta num ano eleitoral. Populismo puro", afirmou.
O mineiro defende que a jornada do trabalho no Brasil passe a seguir o modelo adotado pelos Estados Unidos e outros países, com remunerações variando de acordo com a carga horária, permitindo que tanto os funcionários quanto os empresários possam escolher entre várias opções.
"O que eu tenho falado é o seguinte: além da CLT, eu tenho um regime de trabalho aqui por horas. Igual a maioria dos países têm. O brasileiro é que vai escolher. Eu vou fazer um contrato de 20, 30, 40, 50 horas (por semana). Isso é o que nós precisamos", afirmou.
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Sobre o STF, Zema associou a Corte, em mais de um momento na entrevista, aos episódios do escândalo envolvendo o Banco Master, do ex-dono Daniel Vorcaro, preso suspeito de fraudes contra o sistema financeiro. A instituição bancária foi liquidada pelo Banco Central, após uma deterioração financeira decorrente de uma sequência de operações suspeitas.
O ex-governador criticou principalmente o ministro Gilmar Mendes, com quem vem trocando farpas publicamente nas últimas semanas.
"Agora, talvez, o ministro não saiba. Não fui eu que voei em jatinho do maior criminoso do Brasil. Ele e os colegas voaram. Não fui eu que fiz negócio com o Banco Master. Ele e colegas parece que fizeram", disse.
Os outros ministros citados por Zema foram Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, definidos por ele, juntamente com Gilmar Mendes, como 'frutas podres' do STF.
"Duas já não têm mais nada, que são Toffoli e Moraes. Aqueles ali são iguais árvores que o cupim já comeu totalmente. Estão de pé. Qualquer vento que vier agora, vão cair", afirmou.
Em relação a Gilmar Mendes, o pré-candidato lembrou da decisão do ministro, em 2009, de libertar o médico Roger Abdelmassih, condenado a mais de cem anos de prisão por estuprar dezenas de mulheres que eram suas pacientes.
"Liberou um estuprador serial. Se um ministro faz isso, coloca em liberdade um homem que estuprou dezenas de mulheres, dá pra ver que ele é um sujeito que não sabe avaliar bem as coisas", disse.
Ainda sobre o STF, ao ser questionado quais medidas adotaria em relação à Corte caso fosse eleito presidente, Zema afirmou que uma delas seria estabelecer a idade mínima de 60 anos para alugém assumir como ministro, mantendo os atuais 75 como idade máxima.
"A pessoa já está numa fase diferente, em que ela quer deixar um legado. E não numa fase em que ela quer fazer contrato de milhões para poder resolver a sua vida, como tem acontecido lá no mesmo Supremo Tribunal Federal".
O pré-candidato acrescentou, ainda, que proporia o fim das decisões monocráticas, por acreditar que, hoje, uma "canetada" de um ministro é capaz de anular a votação de 400 deputados federais.
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