Subiu o tom! Intérprete de Niterói divide a rotina entre o samba e torres de 60 metros de altura

  • 01/02/2026
(Foto: Reprodução)
Intérprete de Niterói também é técnico de telecom Se no carnaval Emerson Dias levanta a arquibancada puxando o samba, fora da Avenida ele sobe o tom e puxa cabos... bem longe do chão. Intérprete da Acadêmicos de Niterói, Dias também trabalha como técnico de telecomunicações e passa o expediente dependurado em torres de até 60 metros, afinando não só a voz, mas também o sinal de celular. E ele conta que já saiu de um desfile direto para uma antena... na Sapucaí! Emerson participou da roda de samba do 1º episódio da temporada do Apoteose do Samba, programa da TV Globo que mostra os bastidores do carnaval. O tema este ano é “Gente que faz”. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Emerson Dias puxando fio (E) e puxando o samba Reprodução/TV Globo Trajetória A ligação de Dias com o carnaval é antiga. “Eu nasci dentro da academia de samba do Salgueiro”, contou. Depois, foram 18 anos na Grande Rio, um retorno ao Salgueiro e, atualmente, a Acadêmicos de Niterói. “Hoje estou aqui pra gente fazer muita festa, muita alegria.” Entre um ensaio e outro, Emerson também se inspira no lugar onde poucos arriscam cantar. “Eu trabalho subindo torre, pendurado. Gosto de fazer essa junção: estar lá em cima cantando samba e pensando no que vou fazer no próximo ensaio”, disse. Emerson mostrou a rotina em uma torre de telefonia celular. Já posicionado a 60 metros do chão, explicou que o trabalho envolve manutenção de equipamentos correção de falhas. “Pode ser 10, 20, 30, 60 metros, dependendo do tamanho da torre”, relatou. “São coisas que eu sou apaixonado na vida: cantar no Carnaval e trabalhar em telecomunicação. Sou um privilegiado.” Emerson Dias é intérprete e técnico de telecom Reprodução/TV Globo Emergência no meio do desfile Nem sempre, porém, dá para separar o samba do serviço. Emerson contou que é o técnico responsável pela Marquês de Sapucaí na operadora onde trabalha e que já foi acionado em momentos decisivos. “Eu tenho um bordão que é ‘Tá aí a surpresa’”, brincou. Segundo ele, já aconteceu de estar praticamente na hora de entrar para desfilar quando recebeu uma mensagem do chefe avisando: “A estação parou!”. A solução veio no improviso. “Quando terminou o desfile, eu voltei por dentro [do Sambódromo] para resolver o problema — vestido de intérprete. O segurança não entendeu nada!”, contou. Dias conta também que muita gente se surpreende ao vê-lo paramentado de uniforme, cinto de segurança e capacete, fazendo manutenção, sobretudo quando a antena é no alto de um prédio. “Entro no elevador, e a pessoa dá de cara comigo. ‘Ih, é o Emerson’. Eu falo: ‘Sou eu mesmo!’” Emerson sobe paramentado de uniforme, cintos e mosquetões Reprodução/TV Globo Dias em ação em uma antena na Taquara Reprodução/TV Globo Dias (no detalhe) em ação em uma antena na Taquara Reprodução/TV Globo

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2026/noticia/2026/02/01/interprete-de-niteroi-divide-a-rotina-entre-o-samba-e-torres-de-telefonia.ghtml


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