Secretaria da Saúde confirma segundo caso de cepa do vírus Mpox no estado de SP
12/01/2026
(Foto: Reprodução) Imagem de microscópio eletrônico mostra partículas do vírus da mpox, em laranja, encontradas dentro de células infectadas, em verde.
NIAID
A Secretaria Estadual da Saúde confirmou nesta segunda-feira (12) que foi registrado o segundo caso no estado de São Paulo de Mpox da cepa chamada de clado Ib, responsável por surto na República Democrática do Congo em 2025.
Segundo a pasta, a confirmação da doença se deu no último sábado (10). Trata-se de um homem, de 39 anos, residente em Portugal, que apresentou os primeiros sintomas no final de dezembro, procurou atendimento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e permaneceu internado por um dia, recebendo todas as orientações com a alta e retornou ao país de origem.
Ainda conforme a pasta, até o momento, não há registro de pessoas com sintomas entre os contatos identificados no local de hospedagem do paciente.
Em 2025, foi registrado o primeiro caso da nova cepa. A paciente, uma mulher de 29 anos, evoluiu para cura.
Até o momento, foram notificados 1.930 casos de mpox no estado de São Paulo, sem registro de óbito associado à doença. Os dados atualizados sobre mpox estão disponíveis no portal do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (NIES).
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Transmissão
Entenda por que a mpox voltou a ser uma emergência global
A transmissão de Mpox entre seres humanos ocorre, principalmente, por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas.
A doença causada pelo mpox vírus (MPXV) provoca os seguintes sintomas: manifestações cutâneas em qualquer parte do corpo, podendo estar associadas a febre, fraqueza, linfonodos inchados, dores musculares, dores nas costas, dor de cabeça, dor de garganta, congestão nasal ou tosse.
O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também podem transmitir a doença.
Em caso de suspeita, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para avaliação. Se o diagnóstico for confirmado, a orientação é adotar medidas preventivas para evitar a transmissão da doença e iniciar o manejo clínico individualizado.
Prevenção contra a Mpox:
Higienizar as mãos com água e sabão e usar álcool em gel;
Não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou brinquedos sexuais;
Evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele;
Manter isolamento imediato em caso de suspeita ou confirmação de Mpox.
Entenda como o vírus da mpox infecta o corpo humano.
Ana Moscatelli/Arte g1