Polícia Civil investiga morte de adolescente baleado em condomínio; PMs envolvidos em ação serão ouvidos
24/01/2026
(Foto: Reprodução) Protesto é dispersado pela polícia na Grande Natal
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte abriu um inquérito para investigar a morte do adolescente Renan Henrique do Nascimento, de 17 anos, baleado no fim da tarde da última quinta-feira (22) em um condomínio no bairro Santa Teresa, em Parnamirim, na Grande Natal.
Moradores do local fizeram uma manifestação na região, na noite desta sexta-feira (23), e pediram justiça. O protesto foi dispersado por policiais que usaram balas de borracha e spray de pimenta. Segundo a PM, a ação do Bope foi necessária, após um tiro ter sido disparado contra uma equipe da corporação no local. Um suspeito foi preso.
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As versões sobre a morte de Renan, apresentadas até este sábado (24) pela Polícia Militar e por testemunhas, são divergentes:
Segundo a PM, o registro oficial informa que uma equipe da corporação se deparou com um jovem ferido por disparos de arma de fogo e o levou ao Hospital Deoclécio Marques, onde morreu.
Já uma testemunha que pediu para não ser identificada disse que policiais militares da Ronda Ostensiva com Motocicletas entraram no condomínio e atiraram contra Renan.
A Polícia Civil informou que equipes da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Parnamirim realizaram diligências no local e coletaram imagens de câmeras de segurança do condomínio, que serão analisadas.
"Na próxima semana, está previsto os depoimentos dos policiais envolvidos na ocorrência, bem como de familiares da vítima e de testemunhas. Além disso, serão requisitados exames periciais complementares, com o objetivo de esclarecer integralmente a dinâmica dos fatos", informou a corporação.
Marcas deixadas por protesto realizado por moradores após morte de adolescente de 17 anos em Parnamirim
Vinícius Marinho/Inter TV Cabugi
Testemunha diz que jovem foi baleado por policiais
O caso aconteceu no condomínio Engenho I. Um morador que deu entrevista à Inter TV Cabugi, mas pediu para não ter a identidade divulgada, afirmou que estava sentado próximo a Renan, quando a polícia entrou no condomínio.
"Eu estava junto com o menino que foi baleado, a gente tava sentado - eu assistindo uma série e ele conversando. Momentes antes ele estava passeando com o filho dele, que tem dois anos de idade. O filho dele subiu e foi quando aconteceu. Todo mundo correu na hora, assustado, porque não é todo dia que se entra uma viatura em um condomínio. Atiraram nele na hora que ele correu", disse.
"Ele ficou gritando pela esposa dele, ela chegou, mas a polícia não deixou ela chegar perto. E a polícia foi e atirou mais dois tiros nele. Não houve confronto, porque ele não estava com arma, não tava com droga, não tava com nada", relatou a testemunha.
A Polícia Científica, responsável pela perícia e identificação oficial, confirmou que Renan tinha 17 anos de idade. Em nota, a PM havia informado que ele tinha 18 anos.
PM diz que equipe se deparou com jovem baleado
Veja a nota da Polícia Militar:
A Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN) informa que, de acordo com o registro oficial da ocorrência, no dia 22 de janeiro de 2026, por volta das 18h, uma equipe da Polícia Militar se deparou com um jovem ferido por disparos de arma de fogo. A guarnição realizou o socorro imediato da vítima, conduzindo-a ao Hospital Deoclécio Marques, onde, apesar do atendimento médico, o jovem não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
A vítima foi identificada como Renan Henrique do Nascimento, de 18 anos. Com ele, foram encontrados um aparelho celular e uma quantidade de entorpecentes, materiais que foram devidamente apreendidos e apresentados à autoridade policial.
Diante do óbito, todos os protocolos legais foram adotados, com o acionamento da Polícia Civil do Rio Grande do Norte. A equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi responsável pelo início dos procedimentos investigativos, que irão apurar as circunstâncias e a dinâmica dos fatos.
O caso encontra-se sob investigação da Polícia Civil, órgão competente para a apuração dos fatos.
A PMRN reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a apuração rigorosa de qualquer ocorrência, permanecendo à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações.
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