Idoso dado como morto pela 2ª vez segue sem receber aposentadoria e faz bicos para sobreviver em Goiás
18/03/2026
(Foto: Reprodução) Aposentado tem benefício cortado após ser considerado morto pela segunda vez
O idoso José Borges da Silva, de 81 anos, morador de Itauçu, na região noroeste de Goiás, continua sem receber a aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) após ser dado como morto pela segunda vez nos sistemas oficiais. Segundo o advogado dele, Rafael Cesário, o benefício ainda não foi restabelecido e a defesa deve fazer um novo pedido à Justiça para tentar resolver o problema.
De acordo com o advogado, a petição deve solicitar que a Receita Federal altere o status do CPF do idoso, que atualmente consta como “titular falecido”. Outra possibilidade é que a Justiça determine a emissão de um novo CPF para José.
“Nós vamos pedir ao juiz que determine que a Receita altere o status daquele CPF para titular vivo ou, se ele preferir, que determine a criação de um novo CPF para o senhor José Borges diante da gravidade da situação dele estar sem receber o benefício”, explicou Rafael Cesário.
Sem o pagamento da aposentadoria, o idoso afirma que tem sobrevivido com pequenos bicos de reparo e com ajuda de moradores da cidade.
“Eu não aguento mais trabalhar no serviço pesado, mas ainda faço uns servicinhos. Arrumo uma torneira, um chuveiro, emendo um cano quebrado. É disso que estou vivendo e de umas cestas que o povo faz para mim”, contou.
Segundo José, o benefício está suspenso há cerca de um ano e sete meses, o que tem dificultado o pagamento de contas básicas.
José Borges da Silva luta para ter a aposentadoria reestabelecida, em Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
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Confusão de identidade
O problema começou após o sistema do INSS confundir os dados do morador de Itauçu com os de outro idoso da Bahia que tinha o mesmo nome e informações semelhantes. Segundo o advogado, quando um dos benefícios era ativado, o outro acabava sendo suspenso, já que os dois apareciam vinculados ao mesmo CPF.
A situação chegou a ser investigada pela Polícia Civil de Goiás, que concluiu por meio de laudo pericial que o morador de Itauçu é o verdadeiro titular dos documentos.
CPF cancelado após morte de homônimo
O problema se agravou após a morte do idoso da Bahia, em 2024. De acordo com a defesa, o CPF de José acabou sendo cancelado pela Receita Federal, fazendo com que ele passasse a constar como morto nos sistemas oficiais. Com isso, o benefício voltou a ser suspenso.
Enquanto aguarda uma solução judicial, José diz que continua tentando resolver a situação em diferentes órgãos públicos.
“Para todo lugar que mexe com meu CPF eu estou morto. Já fui no INSS, já fui na Receita Federal, mas até agora nada”, disse.
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Divulgação/Polícia Civil
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