Guardas municipais são indiciados por homicídio de jovem baleado na Zona Oeste de Manaus

  • 08/05/2026
(Foto: Reprodução)
Manifestantes erguem cartaz pedindo por justiça após morte de jovem em Manaus. Karla Mendes/Rede Amazônica A Polícia Civil do Amazonas indiciou três guardas municipais por homicídio pela morte de Bruno Girão Santos, de 22 anos, baleado em fevereiro deste ano no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus. O documento de indiciamento foi enviado ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) na última terça-feira (6). Foram indiciados Guilherme Pinheiro Braide, Hawan Lima Aguiar e Ataíde Fernandes Romeiro Junior. Bruno morreu após ser atingido por tiros na madrugada de 26 de fevereiro, no beco União. Segundo familiares, ele voltava do trabalho quando entrou no local para encontrar um amigo e acabou baleado. Na época do crime, a tia da vítima, Jaqueline Girão, afirmou que moradores presenciaram a ação. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp "A população toda viu, tem testemunhas, vizinhos que escutaram os tiros. Eles deram dois tiros. Eles balearam meu sobrinho pelas costas e agora ele está lá morto", disse. Vídeos em alta no g1 De acordo com o relatório da Polícia Civil, os três guardas passaram por exame residuográfico no dia do caso. O laudo apontou resultado positivo para partículas metálicas de chumbo em Hawan Lima Aguiar e Ataíde Fernandes Romeiro Junior. Guilherme Pinheiro Braide teve resultado negativo. No documento, a polícia afirma que as investigações reuniram elementos suficientes para indiciar os três agentes por homicídio e que não foram identificadas causas que justificassem a ação. O caso já tramita na Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. Manifestação Após a morte de Bruno, moradores da Compensa fizeram um protesto na Avenida Brasil pedindo justiça. Durante a manifestação, a via foi interditada com pneus e colchões queimados. Na ocasião, a Guarda Municipal de Manaus informou, em nota, que a equipe atendia uma denúncia quando ouviu disparos de arma de fogo. Segundo a corporação, Bruno já teria sido encontrado caído no chão quando os agentes chegaram ao local. A guarda afirmou ainda que os agentes prestaram socorro à vítima e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Bruno foi levado ao hospital, mas não resistiu. Na nota, a corporação negou que os guardas tenham efetuado disparos e informou que as armas da equipe foram entregues para perícia balística. Após o indiciamento, o g1 solicitou um novo posicionamento da Guarda Municipal de Manaus e questionou se os agentes investigados foram afastados das funções, quais medidas administrativas foram adotadas pela corporação e se a instituição mantém a versão de que não houve disparos efetuados pelos guardas na ocorrência. No entanto, até a última atualização desta reportagem, não obteve retorno. O que diz a família Em nota divulgada após o indiciamento, a advogada da família, Nicolly Cavalcante Menezes, afirmou que a decisão representa "um marco importante" na busca por justiça. Segundo a defesa da família, o indiciamento mostra que a investigação encontrou indícios suficientes de autoria e materialidade do crime. A advogada também criticou a falta de transparência da Guarda Municipal durante as apurações.

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2026/05/08/guardas-municipais-sao-indiciados-por-homicidio-de-jovem-baleado-na-zona-oeste-de-manaus.ghtml


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