Guarda Revolucionária do Irã anuncia rotas alternativas para evitar minas navais no Estreito de Ormuz, diz agência

  • 08/04/2026
(Foto: Reprodução)
Embarcação passando pelo Estreito de Ormuz Benoit Tessier/Reuters A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta quarta-feira (8) rotas alternativas para embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz, devido ao risco de minas navais. A informação foi divulgada pela agência iraniana ISNA. Nesta quarta, após liberar a passage pelo Estreito de Ormuz por algumas horas, o Irã voltou a fechar a rota matíma em retaliação aos ataques de Israel, aliado dos EUA, no Líbano no mesmo dia. ▶️ Contexto: O Estreito de Ormuz é uma rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. A região é considerada estratégica e fica entre o território iraniano e a Península Arábica. Segundo o comunicado, a medida foi adotada por causa da “situação de guerra no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz” e da possibilidade de minas na principal rota da região. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Todas as embarcações que pretendem transitar pelo Estreito de Ormuz são notificadas de que, a fim de cumprir os princípios de segurança marítima e se protegerem de possíveis colisões com minas marítimas, devem, em coordenação com a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica no Estreito de Ormuz, utilizar rotas alternativas para o tráfego no Estreito de Ormuz até novo aviso [...].", diz o texto. O comunicado também detalha os trajetos recomendados de entrada, do Mar de Omã em direção ao norte, passando pela ilha de Lark e seguindo para o Golfo Pérsico; e de saída, do Golfo Pérsico, contornando ao sul a Ilha Lark e continuando até o Mar de Omã. A Guarda Revolucionária também divulgou um mapa com as rotas alternativas de navegação. Veja abaixo. Mapa divulgado pela Guarda Revolucionária do Irã Divulgação/ISNA Mais cedo nesta quarta (8), a Organização de Portos e Marinha do Irã já tinha informado que a passagem pelo Estreito de Ormuz passaria a ser feita em coordenação com a Guarda Revolucionária, segundo a agência SNN. O que são minas navais Mina naval da Alemanha instalada na Segunda Guerra Mundial sendo detonada em maio de 2014 David Krigbaum/US Navy Minas navais são explosivos que ficam submersos ou à deriva e podem ser acionados automaticamente por contato ou quando detectam a passagem da embarcação. 💥 Poder do Irã: Estimativas apontam que o governo iraniano pode ter um estoque entre 2 mil e 6 mil minas navais. As armas são explosivos posicionados no mar para atingir embarcações. Existem diferentes modelos de minas navais. Algumas ficam presas ao fundo do mar, enquanto outras permanecem ancoradas a certa profundidade ou, em alguns casos, podem ficar à deriva. Modelos mais simples explodem a partir do impacto com o casco do navio. Versões mais modernas utilizam sensores que detectam alterações no campo magnético, na pressão da água ou no ruído dos motores. Ainda de acordo com o Strauss Center for International Security and Law, da Universidade do Texas, mesmo que o Irã consiga atingir navios no Estreito de Ormuz, dificilmente uma única mina seria capaz de afundar uma embarcação de grande porte, como um petroleiro. O navio, no entanto, poderia sofrer danos. Entenda os tipos de minas navais Alberto Correa/g1 Veja mais: Estreito de Ormuz: imagens mostram tráfego durante a guerra, com o cessar-fogo e após novo fechamento pelo Irã

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/04/08/guarda-revolucionaria-do-ira-anuncia-rotas-alternativas-para-evitar-minas-navais-no-estreito-de-ormuz-diz-agencia.ghtml


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