Dólar abre em alta com foco nas negociações entre EUA e Irã

  • 26/02/2026
(Foto: Reprodução)
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (26) em alta. Por volta das 9h05, a moeda americana subia 0,12%, cotada a R$ 5,1307. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começa a ser negociado às 10h. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump pode decidir sobre um possível ataque militar ao Irã após o resultado de uma reunião com o país persa prevista para esta quinta-feira. A possibilidade mantém o mercado atento ao noticiário geopolítico. Apesar das incertezas, o petróleo recua nesta manhã. O Brent caía 1,31%, a US$ 69,91 por barril, enquanto o WTI recuava 1,59%, a US$ 64,37. ▶️ Ainda na agenda americana, o Departamento de Trabalho divulga, às 10h30 (de Brasília), os pedidos iniciais de seguro-desemprego da semana até 21 de fevereiro. Na semana anterior foram registrados 206 mil pedidos, e a expectativa agora é de 215 mil. ▶️ No Brasil, em um dia fraco de indicadores econômicos previstos, os investidores acompanham principalmente o cenário internacional. No ambiente doméstico, também repercute a pesquisa da AtlasIntel que apontou o presidente Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados em um eventual segundo turnoe. 🔎 Parte do mercado interpreta o resultado como um sinal de possível mudança no comando do país em 2026. Para alguns analistas, uma eventual troca de governo poderia abrir caminho para medidas mais firmes no controle das contas públicas. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,99%; Acumulado do mês: -2,34%; Acumulado do ano: -6,63%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado do mês: +5,39%; Acumulado do ano: +18,63%. Tensão entre EUA e Irã Agentes do mercado financeiro já consideram a possibilidade de um ataque dos Estados Unidos ao Irã. Segundo a mídia internacional, o presidente Donald Trump deve decidir sobre a ação com base no resultado de uma reunião em Genebra, na Suíça, nesta quinta-feira. Essa será a terceira reunião em menos de um mês para tentar fechar um acordo que restrinja ou encerre o programa nuclear iraniano. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou ver chances de um resultado positivo no encontro, e o ministro de Relações Exteriores, Abbas Araqchi, disse que um acordo é possível se a diplomacia for priorizada. Do lado americano, o secretário de Estado Marco Rubio disse na quarta-feira (25) que espera uma reunião produtiva, mas afirmou que o governo iraniano enfrentará “um grande problema” se resistir a discutir os limites dos mísseis. Especialistas consultados pelo g1 afirmam que o aumento das tensões entre os dois países pode fortalecer o dólar, elevar os preços do petróleo e provocar perdas nas bolsas de valores. Em momentos de instabilidade geopolítica, investidores tendem a buscar ativos considerados mais seguros, como o dólar, e se afastar de aplicações mais arriscadas, como ações na bolsa. 🔎 O dólar é uma das moedas mais negociadas do mundo e pode ser comprada e vendida com facilidade. Por isso, em períodos de tensão, muitos investidores deixam investimentos mais arriscados e migram para o dólar. Outro fator que pode valorizar a moeda americana é a possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo. Um ataque ou bloqueio nessa região afetaria o funcionamento do mercado. O Irã é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o que também pode influenciar os preços. Mesmo assim, os especialistas consultados apontam que o mercado não espera uma guerra prolongada ou de grande escala entre os países. O excesso de oferta de petróleo e as restrições às vendas do próprio Irã são fatores que podem limitar a alta dos preços no curto prazo. Com a redução da disposição dos investidores em apostar em ativos mais arriscados durante momentos de tensão geopolítica, as bolsas de valores ao redor do mundo também podem sofrer quedas. Dependendo da duração do conflito, podem surgir oscilações mais intensas nos mercados e mudanças nas projeções de lucros de setores como petróleo e gás. LEIA TAMBÉM: Como a tensão entre EUA e Irã pode afetar dólar, petróleo e o mercado financeiro Irã tem dia decisivo com reunião nuclear com os EUA e possível decisão de Trump sobre ataque Mercados globais Os mercados em Wall Street encerraram em alta, enquanto investidores seguiram avaliando os riscos envolvendo as grandes empresas de tecnologia e seus investimentos bilionários em inteligência artificial. Além disso, a expectativa pelos resultados da Nvidia — considerados um termômetro para o setor — e as dúvidas sobre novas tarifas comerciais continuaram a gerar incertezas. O Dow Jones subiu 0,63%, aos 49.482,27 pontos. O S&P 500 avançou 0,81%, aos 6.946,14 pontos, enquanto o Nasdaq teve alta de 1,26%, aos 23.152,08 pontos. Na Europa, o clima foi mais positivo, impulsionado pela recuperação das ações de tecnologia em várias bolsas globais. Esse movimento ajudou a melhorar o humor dos investidores, que deixaram em segundo plano, ao menos por enquanto, as preocupações com possíveis tarifas dos EUA. No fechamento, o índice STOXX 600 subiu 0,7%, aos 633,47 pontos. O FTSE 100, do Reino Unido, avançou 1,18%, aos 10.806,41 pontos. Na França, o CAC 40 subiu 0,47%, aos 8.559,07 pontos, e na Alemanha, o DAX avançou 0,76%, aos 25.175,94 pontos. Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta, com destaque para China e Hong Kong. O interesse dos investidores por empresas ligadas a metais e minerais raros cresceu após notícias de que o governo Trump pretende usar um sistema de inteligência artificial do Pentágono para definir preços de referência desses insumos estratégicos. O índice CSI300, da China, subiu 1,2%, e o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,8%. No Japão, o Nikkei disparou 2,2%, chegando a 58.583 pontos. Na Coreia do Sul, o KOSPI subiu 1,91%, aos 6.083 pontos, e, em Taiwan, o TAIEX avançou 2,05%, para 35.413 pontos. Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. Tatan Syuflana/ AP

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/02/26/dolar-ibovespa.ghtml


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