Descarte de caroços de açaí gera até 6 toneladas de resíduos por dia em Belém

  • 08/02/2026
(Foto: Reprodução)
Caroços do açaí Rede Amazônica/Reprodução O crescimento do consumo e da produção de açaí em Belém tem ampliado um desafio urbano recorrente: o descarte dos caroços do fruto, que acabam acumulados em calçadas, ruas e beiras de canais da capital. Segundo a Associação da Cadeia Produtiva do Açaí de Belém, são pelo menos 6 toneladas de caroço descartadas por dia no município. Saber o que fazer com esse volume de resíduo é hoje uma das principais dificuldades enfrentadas por quem trabalha na cadeia do açaí. “O caroço enche, e a gente não sabe quem vai recolher, quando vão recolher, como vão recolher e para onde esse caroço vai”, afirma Jhoy Gerald, diretor da associação. Outro problema relatado pelos batedores é o uso indevido dos recipientes destinados ao resíduo. “As pessoas veem esse contêiner na frente do estabelecimento e acham que é lixo. Aí jogam lixo doméstico, e isso prejudica, porque tem empresa que não recolhe caroço misturado com lixo comum”, explica. Atualmente, Belém não possui uma lei específica para o descarte dos caroços de açaí. Para enfrentar o problema, a Agência Reguladora Municipal de Belém (Arbel) lançou uma resolução normativa que estabelece regras para armazenamento, descarte, coleta e destinação do resíduo. “A ideia é ter o maior número possível de sugestões, de forma abrangente, para que as pessoas se sintam participando e adotando essas medidas como uma rotina, tanto para quem produz quanto para quem consome”, afirma Valéria Fidelis, diretora-executiva da Arbel. Segundo ela, a proposta também permite que trabalhadores da cadeia produtiva apresentem demandas práticas do dia a dia. “O cidadão pode dizer: ‘nossa rotina de produção é essa, trabalhamos em tal bairro, precisamos que o roteiro específico da coleta do caroço passe em tal dia e tal hora’”, explica. Após o encerramento da consulta pública, o município deve realizar uma audiência pública para consolidar o texto final. A expectativa é que a regulamentação entre em vigor até o fim de março, sob fiscalização da Arbel. “A ideia é que até o final de março a gente esteja com essa minuta produzida, resolvida e em vigor”, diz Valéria. Entre as medidas previstas, a proposta estabelece que os estabelecimentos tenham um espaço interno para armazenar o caroço de açaí, separado de outros produtos e protegido do sol e da chuva. Caso isso não seja possível, o batedor poderá usar um contêiner roxo exclusivo para o resíduo. O descarte em sacos diretamente nas vias públicas não será mais permitido. Em pontos de venda como o do Enzo, onde são comercializadas cerca de 60 latas de açaí por dia, a expectativa é que as novas regras ajudem a organizar a rotina e reduzir o impacto ambiental do resíduo que faz parte da base alimentar da cidade. ✅ Siga o canal do g1 Pará no WhatsApp MAIS VÍDEOS com notícias sobre o Pará:

FONTE: https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2026/02/08/descarte-de-carocos-de-acai-gera-ate-6-toneladas-de-residuos-por-dia-em-belem.ghtml


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