Defesa pede liberdade de cardiologista preso após morte de fisioterapeuta em Campo Grande

  • 21/05/2026
(Foto: Reprodução)
Armas foram apreendidas pela polícia A defesa do médico cardiologista João Jazbik Neto, investigado no caso da morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, em Campo Grande, informou que vai entrar com um habeas corpus nesta quinta-feira (21). O médico é representado pelo advogado José Trad. Segundo a defesa, João foi autuado por posse irregular de armas e fraude processual. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp "A prisão preventiva não tem qualquer razão de ser. A apreensão de uma ou mais armas sem registro não justificaria a prisão, porque ele tem registro de outras como colecionador", afirmou o advogado. Ainda de acordo com a defesa, a acusação de fraude processual também não justificaria a prisão preventiva. O advogado disse que a medida será contestada em todos os aspectos e argumentou que ela não atrapalhou as investigações. "Todos os exames já foram realizados e a ordem natural do processo deve ser respeitada. Primeiro o réu se defende e somente após o devido processo legal, se o Judiciário considerá-lo definitivamente culpado, ele deve cumprir pena, na medida da sua responsabilidade", afirmou. LEIA TAMBÉM: Cardiologista é preso após polícia encontrar armas sem documentação em casa onde esposa foi encontrada morta em Campo Grande Polícia aponta divergências e abre inquérito para investigar morte de esposa de cardiologista em MS Justiça mantém prisão de médico investigado em morte de fisioterapeuta Investigação da morte O médico foi preso depois que a polícia encontrou armas sem documentação na casa dele, na região da Chácara dos Poderes. Os policiais foram até o local após a morte de Fabíola, na segunda-feira (18). Segundo apuração do g1, a fisioterapeuta foi atingida por um tiro na cabeça dentro da residência. João acionou a polícia e disse que a mulher teria tirado a própria vida. Na terça-feira (19), a 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) informou que encontrou divergências nos depoimentos do médico, de suspeitos e de testemunhas. A polícia abriu um inquérito para investigar se a morte foi suicídio ou feminicídio. De acordo com o delegado Leandro Santiago, a equipe identificou que o médico teria pedido para o caseiro e um ex-funcionário mudarem um armário com armas e munições para outro imóvel dentro da propriedade. Segundo a polícia, a situação configura fraude processual. Os três foram autuados em flagrante. Ainda conforme o delegado, uma perícia preliminar apontou que a lesão na cabeça da vítima não era compatível com a versão apresentada pelo médico. João Jazbik Neto também foi autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e restrito. João Jazbik Neto, dentro da sua casa em Campo Grande, e policiais com armas apreendidas. Willian Guedes/TV Morena Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

FONTE: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/05/21/defesa-pede-liberdade-de-cardiologista-preso-apos-morte-de-fisioterapeuta-em-campo-grande.ghtml


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